Doença Venosa Crónica

Doença Venosa Crónica 

É uma alteração morfológica e funcional de longa duração do sistema venoso, manifestada por sintomas e/ou sinais, com necessidade de investigação e tratamento.

É muito frequente na população (prevalência na ordem dos 40 a 60%).

As manifestações visíveis são: telangiectasias (aranhas vasculares), vénulas, varizes,  edema, alterações da pele (hiperpigmentação e espessamento) e úlceras. Tal é reflectido na classificação internacional CEAP:

c1

C1: vénulas e telangiectasias

 

c2

C2: veias varicosas

 

c3

C3: edema

 

c5 c6

C4: alterações da pele e tecido subcutâneo secundárias a DVC

 

gh

C5 / C6: úlcera venosa cicatrizada /activa

 

Os pilares de tratamento da DVC são:

  • medidas de higiene venosa
  • compressão elástica
  • fármacos venoactivos
  • métodos cirúrgicos

A estratégia de tratamento deve ser personalizada e adaptada caso a caso.

Dos métodos que visam a intervenção sobre as varizes destacam-se:

  • Ablação endovenosa: passagem de uma fibra de LASER ou de radiofrequência com obliteração térmica da veia alvo

Click para vídeo Radiofrequency Catheter Procedure

  • Cirurgia convencional: stripping de safenas e exérese de varizes
  • Esclerose ecoguiada com espuma

  • As vénulas e telangiectasias,  vulgarmente chamadas de “derrames”, “raios” ou “aranhas vasculares”, podem ser tratadas posteriormente com microescleroterapia. Esta consiste na injecção local de um líquido que provoca a “secagem” da pequena veia, levando ao seu desaparecimento. São pequenos procedimentos feitos em consultório, cujo número depende da situação clínica.

    O método preferencial para o tratamento da doença obstrutiva ilíaca é o stenting venoso. É uma intervenção minimamente invasiva, com baixa morbilidade e durabilidade provada que se está afirmar como o paradigma actual do tratamento do síndrome pós-trombótico estabelecido.

    Click para vídeo Stenting venoso